Qual a diferença da cobrança para pessoa física e jurídica?

Infelizmente, a inadimplência sempre foi um problema grave no Brasil; trazendo dores de cabeça para tanto quem possui a dívida quanto para quem está no papel de cobrador.

A situação só pirou em 2020, com a pandemia do novo coronavírus, as medidas de isolamento social e o aumento na taxa de desemprego.

Com menos dinheiro entrando, é natural que as famílias, e mesmo as empresas, deem prioridade para outros pagamentos. Assim, acabem deixando as dívidas de lado; o que pode acabar se tornando uma bola de neve no futuro.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em uma pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor, das famílias ouvidas em julho de 2020, 67,4% possuem algum tipo de dívida, seja um consórcio, cartão de crédito, cheque especial, etc.

Para ter uma ideia, esse número bate a margem histórica da pesquisa que foi iniciada em 2010. Em relação a fevereiro de 2020, o aumento foi de mais de 3 pontos percentuais; o que mostra o agravamento causado pela pandemia.

A pesquisa também mostrou que, de todas as famílias entrevistadas, 12% sinalizaram que não há condições para pagar suas dívidas tão cedo. E esse número deve continuar aumentando até o final do ano.

A situação não é muito diferente com as empresas. Ainda em janeiro desse ano, a inadimplência já havia batido recordes, chegando a 6,2 milhões em dívidas, principalmente entre as pequenas e médias empresas.

Nesse cenário, se você está do ramo empresarial e precisa cobrar dívidas, é mais importante do que nunca entender como o processo funciona e a diferença entre as cobranças feitas para pessoas físicas e jurídicas, já que elas possuem características diversas. Confira.

Intermediação Pessoa Física

Pode ser que, à primeira vista, você não encontre muitas diferenças entre a cobrança de PF (Pessoa Física) e PJ (Pessoa Jurídica). Mas elas existem, e é importante considerar a contratação de uma empresa especializada no assunto, caso você tenha muitas dívidas a receber.

Dito isso, quando se trata da cobrança de PF, é importante considerar que uma pessoa ou família também sofre com oscilações do mercado; principalmente no que se refere a taxa de desemprego e a inflação.

Além de tudo isso, também é preciso considerar o caso especial pela qual passamos agora com a pandemia, e compreender como isso tem afetado diversas famílias.

Com todos esses fatores, é importante que a cobrança seja feita com mais cordialidade e empatia. Então, vale a pena procurar um acordo que seja benéfico para ambas as partes.

Intermediação Jurídica

Embora você não deva deixar a empatia de lado ao considerar a cobrança de PJ, aqui as coisas mudam um pouco de figura. Então, é importante avaliar se a inadimplência foi causada por fatores externos ou simplesmente por má gestão dos recursos.

Diferente da cobrança de PF, que é mais pessoal, a cobrança de PJ costuma ser realizada através de representas legais. Daí a importância de possuir meio adequados e profissionais para tentar o recebimento das dívidas.

Caso o problema seja logístico e influenciado por fatores internos, considere sempre quais medidas e soluções podem ser adotadas para que a dívida seja paga. Tentar um acordo é sempre mais benéfico que arrastar a situação na Justiça.

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