Qual é o panorama atual das criptomoedas no Brasil?

Depois do boom de 2017, o mercado financeiro voltou seus olhos às moedas virtuais. E não há dúvidas de que as criptomoedas estão em alta no mercado financeiro. Afinal, estes ativos digitais permitem que transações sejam feitas em sigilo e em alta velocidade, atraindo a atenção de investidores.

Porém, apesar de toda a atenção, o Bitcoin e as criptomoedas no geral ainda são alvo de debates no mercado brasileiro. A ausência de uma legislação específica para tratar sobre o uso de moedas virtuais abre margem para debates. E você sabe o que esperar daqui para frente? Continue conosco e confira.

A legislação dos Bitcoins segue em tramitação

O projeto de lei 2060/2019 segue parado, aguardando a formação de uma comissão para a sua análise. Enquanto não for constituída uma lei específica, a regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários segue sendo a normativa padrão.

Conforme detalhamos aqui, a CVM prevê que investidores brasileiros que desejem adquirir criptomoedas utilizem fundos internacionais. Desta forma, eles ficarão resguardados pela legislação vigente no país de origem, para evitar fraudes.

Em contrapartida, brasileiros criam um “Ibovespa” do Bitcoin

Na contramão da legislação e da normativa do CVM, um trio de brasileiros investidores está apostando alto nas criptomoedas. Além de adquirirem moedas virtuais há alguns anos, eles perceberam o interesse do investidor comum e montaram uma gestora de investimentos, a Hashdex.

A proposta da gestora é semelhante a de corretores da bolsa de valores. Eles fazem uma intermediação entre pequenos investidores e um fundo maior, distribuindo os lucros — ou prejuízos — conforme a flutuação do mercado.

Apesar de jovem, a empresa vem chamando a atenção dos gigantes do mercado. Até a Nasdaq, a bolsa de valores de Nova Iorque, passou a disponibilizar um índice com as principais moedas virtuais.

Uma nova elevação de preços é aguardada para 2020

Seguindo as regras determinadas no código de criação do Bitcoin, é previsto para 2020 uma redução da produção da moeda virtual. O Halving foi previsto por Satoshi Nakamoto e deve valorizar ainda mais as criptomoedas.

A operação é prevista como forma de garantir uma estabilidade entre a quantidade de moedas disponíveis e o seu valor equivalente no mundo offline. Assim, a escassez controlada garante que as moedas não percam seu valor.

Previsto para maio, o halving é alvo de atenção de investidores, que buscam se preparar para as oscilações de mercado que virão. Historicamente, o halving auxiliou na valorização da moeda — em novembro de 2012 e julho de 2016, o bitcoin subiu cerca de 80 vezes e quatro vezes, respectivamente.

É certo que não se pode atribuir a valorização do Bitcoin apenas ao halving, porém, a moeda foi consideravelmente valorizada após a escassez da moeda.
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